Eu

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A honra de todas as honras, me parecer com Anete. via @Linkis_com

A honra de Todas como honras, me Parecer com Anete. viaLinkis_com

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ VOCÊ NOVO EM 2016


O mundo precisa de ser humanos melhores! Escreveu meu amigo Carlos Bregantim nas redes sociais, por ocasião do atentado em Paris. Na rede a bipolarização doentia que tomou conta do Brasil se fazia ecoar, as pessoas brigavam e se ofendiam porque se havia solidariedade aos franceses, logo você não era solidário aos mineiros, se era solidário aos mineiros, não era solidário aos jovens chacinados em Fortaleza, se defendia os refugiados sírios, logo lembravam que esqueceram dos nigerianos e botaram todos os muçulmanos num mesmo balaio. Até religiosos em suas redes brigavam pelo monopólio da generosidade religiosa, que sabiamente Ricardo Gondim lembrou que não era de nenhuma religião.
2016 está as portas e votos de energias positivas, felicidades, realizações são enviados de todos os cantos. Mas, só mudará o calendário. Para ser novo, 2016 precisará de novos humanos, uma nova Candida, um novo você.
Que em 2016 o seu coração de onde procede as saídas da vida seja perdoador, compassivo, misericordioso, que esteja pacificado consigo mesmo.
E assim com um coração pacificado seu olhar seja luz, seja amor, e você perceba o Outro de novas formas, mais tolerante, mais humanizado, com mais empatia, considerando-o maior do que você mesmo.
E assim o coração alimentando o olhar, o olhar alimentando o coração, nosso falar, que denuncia aquilo que vai em nosso coração seja sábio, seja vida, seja incentivo, seja abençoador. Até quando tiver que ser duro, admoestador, seja envolvido em amor.
Que seus ouvidos tenham uma escuta bonita, como diz Rubens Alves, uma escuta empática, silenciosa, sem julgamentos, acolhedora, que seja uma escuta da alma e não da mente.
E que tuas mãos se apressem a socorrer e acolher o Outro, mesmo que ele seja diferente, pense diferente, aja diferente. Porque nas diferenças aprendemos mais.
Que teus pés se apressem a fazer o bem sem olhar a quem. O bem do sorriso, do abraço, da palavra de carinho e incentivo, o bem da lealdade, do amor, da verdade, do carinho, da presença, o bem das coisas pequenas, aquelas que realmente valem a pena.
Que ao atravessar os desertos da vida, sejam os seus ou de outros você os faça mananciais, que ande pela fé, como diz Gil: “a fé não costuma faiá”.
Em 2016 pratique o desapego e junte tesouros nos céus, os tesouros do espirito e não os que a traça corrói e os ladrões roubam: junte muita humildade, solidariedade, verdade, mansidão, bondade, paz e principalmente amor. O amor cobre a multidão de transgressões, transborda perdão, traz reconciliação, une as impossibilidades.
Deixe de lado ambições tolas de poder, fortalezas tolas como dinheiro e beleza…elas acabam.
Seja mais humano. Não o mais pior dos humanos, seja o que há de melhor no “ser” humano, seja o melhor ser humano possível...começando em casa, com seus parentes, com o vizinho, com o próximo, com o desconhecido....
Uma corrente de seres humanos do bem. Que se conecta com outro, mais outro, mais outros e mais outro…assim por diante...
Então sim, teremos um Novo 2016, feito de seres humanos melhores. Eu, você, somos os únicos capazes de fazer 2016 ser diferente.
Por isso lhe desejo UM FELIZ VOCÊ NOVO em 2016.

Candida Maria



quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

MUITA HIPOCRISIA NA NOITE DE NATAL



Jesus nasceu pobre, na periferia, distante dos ricos, das elites, dos poderosos, dos palácios, do luxo e das riquezas. Como pobre, sentiu as dores do povo oprimido, injustiçado, ferido na sua dignidade de pessoa humana. Aliás, toda sua vida foi voltada para os pobres. Basta ver o sermão da montanha. “Felizes os pobres, os que passam fome, os mansos (amansados), os que são perseguidos por causa da justiça...” (Mateus 5: 1-11).

            É natal! Muitos templos suntuosos, enfeitados, iluminados, com suas apoteóticas celebrações litúrgicas, porém vazias de anúncio e denúncia profética. O anúncio do Reino de Deus para os pobres, os pequenos, passa distante. Nada de veemente grito profético em defesa dos que clamam por justiça, vida, dignidade.  

É natal! Muitos aplausos para Jesus, muitas mensagens de felicitações, muitas confraternizações, com comidas e bebidas caríssimas, porém, pouca sensibilidade humano-cristã diante dos sofrimentos de tantos irmãos nossos, vítimas das  drogas, do trabalho escravo, da exploração sexual, do preconceito, da discriminação, da fome, miséria, exclusão social e de tantas injustiças.  

            É natal! Na noite festiva do natal do menino Jesus, milhares de crianças, na América Latina, na África, no Oriente Médio, vão dormir ao relento, com frio, fome e sede. Seu silêncio infantil será uma oração clamorosa subindo aos céus, mas os ouvidos de muitos cristãos estarão moucos nessas horas.

            É natal! No dia do nascimento de Jesus pobre, esfarrapado, milhões de seres humanos, filhos amados de Deus, estarão gritando por socorro, por clemência, pelas nossas mãos solidárias, mas muitos cristãos dirão que não têm nada a ver.

É Natal!  E Jesus Cristo chora e lamenta na pessoa das vítimas das atrocidades das guerras promovidas por governantes que se rotulam de adoradores de Deus ou cristãos, mas esses ditos crentes dirão que é preciso usar a força bélica para destruir a força do mal.
            É natal! Muita festa pra Jesus no céu, e nada pra Jesus na terra.  Aliás, para muitos, o verdadeiro Jesus não será o centro da festa cristã. Quanta hipocrisia, farisaísmo!

            E o Natal do verdadeiro Jesus, onde acontece? Acontece em cada pessoa humana desprezada, maltratada, destruída, destroçada, injustiçada, ferida na sua dignidade e agredida nos seus direitos inalienáveis. Então é Natal de Jesus na pessoa do pobre!       

Padre Djacy brasileiro, em 17 de dezembro de 2015.
Twitter: @padredjacy

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ele vê a Lua e meu coração derrama chuva de prata em poemas

Lua, minha Deusa, te contemplo aqui, tão longe e distante.
 Meu coração apaixonado bate mais forte,
 mas silencio o nome que as palavras encantadas,
 não podem desvelar e nem revelar. 
Quisera, Lua, minha Deusa que me concedesses o meu oculto sonho
e iluminasse o coração...
que sem temor ao olhar o céu de estrelas,
fosse eu a Lua, Deusa.
Tua derramando a luz de prata, bem assim: Apaixonados ♡♡♥


LOUCURA! BLASFÊMIA!


Num tempo
O Deus do tempo
no tempo adentrou
para ser um de nós.
Loucura!
Blasfêmia!
Disforme no oculto ventre
amamentado
cuidado, frágil,
carente como um de nós!
Loucura!
Blasfêmia!
Menino, travesso
Menino, sábio
de espantar os sabidos
era, apenas menino
tão menino como um de nós!
Blasfêmia!
Loucura!
E, quando homem
saiu resoluto
a enfrentar seu destino
que nos salva do desatino!
E para tal se fez um de nós!
Blasfêmia!
Loucura!
No ventre oculto da terra
a morte em vão espera
Vencida e tragada
Ressurreto, então, Ele impera
É o primeiro de nós!
Blasfêmia
Loucura!
E assim é Natal
Uma blasfema loucura
que olhos nunca viram
e nunca mais verão
Porque só se compreende
Que Cristo se tornou
um de nós
Por puro e completo Amor,
Quem olha, ouve e vê
com a Luz que brilha
no coração.
Jesus, se tornou um de nós!


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Purgatório!


Se existe um purgatório
Lá está meu coração
Não vive mais na terra dos vivos
Mas, não alcançou o céu,
Nem o amor e nem a paixão.

O céu dos amantes é a correspondência,
A cumplicidade
As palavras ditas que nos beijam
O nome desvelado do amor
O abraço perdido
Em laços de braços e pernas
Que fazem o tempo parar
E espantam a morte.
A terra dos amantes é a procura
O momento do encantamento
O poema inspirado
Um beijo esperado
A expectativa do que não é
Mas, pode vir a ser.
E o lugar de uma certa esperança
De uma descoberta
Redescoberta....

O purgatório dos amantes é a desilusão
E o amar sem ser amado
A solidão.
É o desejo de voltar a terra se possível
E começar de novo!
Mas, visto que já se está morto
Nada mais há a fazer.

O purgatório é lugar da agonia,
Da saudade, do desejo, do pulsar amor
E o coração saber que é tudo vão.
Por mais gestos e palavras.
Sejam poemas
E mesmo que nunca ditas
As palavras que beijam
Nunca são recebidas.
E o lugar da casa vazia
Dá esperança morta
Das lágrimas escondidas
Dos suspiros profundos
De noites sem dia.
Há salvação nesse purgatório?
Não sei.
Só sei que nele há solidão,
Duras realidades, dores vivas.
Músicas que transpassam a alma
E silencio que mortifica.
Não se escapa do purgatório sem interferência divina
Ou até que tudo o que se sente
Seja exaurido
Até o fim...
Quem sabe ao sair do purgatório se volte a terra
E recomece uma nova história?
Ou sabe-se lá que depois de purgar
Todo amor rejeitado
Se acabe no inferno do cinismo
Dos corações feridos,
Desiludidos e maltratados?
E nunca mais se emocione com um verso
Nem com as palavras que nos beijam
Com a chuva que caí na janela?
E tudo seja naturalmente um acaso fortuito
Mesmo que nesse acaso os corpos se encontrem
Em abraços contra morte
E no calor do acaso
Atinjam suavemente o céu por um instante.
E voltem a terra
E depois nada aconteceu...
E tudo naturalmente volte a ser como antes
Sem lembrança,
Sem versos,
Sem palavras que beijem a boca
Sem emoção do amor
Nem a loucura da paixão.

sábado, 28 de novembro de 2015

ÁGUAS AMARGAS DO RIO DOCE


(Silvino Netto, na crise moral do Brasil, 2015)
As lamas da barragem que se rompe,

Atingem o leito de minha alma
E me levam sem rumo rio abaixo...

Provo as águas amargas do Rio Doce,
E vou levado na enxurrada sem destino,
Submerso num mar de lamas, fétido, tóxico...
Vou impotente, sem forças,
Nas ondas lamacentas,
Tentando, enquanto vou,
Abraçar-me às pedras da esperança,
Agarrar-me aos galhos da justiça,
Em trancos e barrancos me apego aos troncos,
Às raízes dos princípios e valores,
Que encontro nos manguezais,
Para não deixar afogar a minha fé...
No agito das ondas de um rio feito amargo,
Encontro parceiros impotentes que se vão sem forças,
Animais que boiam e se afogam
Na correnteza sem fim,
De lama cor de sangue carmesim...
Bebo as águas de Mara,
No gosto de fel do Rio Doce de Mariana,
Esta lama de corruptos
Que tornam amargas as águas de minha Pátria!
Quero unir-me às vozes proféticas, corajosas,
Para combater este mar de lamas de corrupção,
Lançar nas águas amargas o tronco
Com as raízes dos princípios éticos, divinos,
Para recuperar o Rio Doce,
Uma nova nação, transparente, cristalina!
Minha Pátria Brasil!


Silvino Netto



sábado, 24 de outubro de 2015

QUE DEUS É ESTE?


Nós estamos acostumados a ouvir, e ler muitas frases de efeitos, sobre a pessoa do Nosso Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Naturalmente essas frases de feito, são ditas com o intuito de dar uma demonstração de fé em Deus, mas geralmente são frases ditas da boca para fora, as vezes ditas diante de alguma dificuldade, ou mesmo numa procura louca de se agarrar a alguma coisa que possa dar, ao que fala, ou escuta, ou ler, uma esperança de que tudo vai mudar, que aquele sofrimento ira passar, pois sempre lemos ou ouvimos alguém falar: "DEUS ESTÁ NO CONTROLE".
Os dias passam, a situação não muda, ai a saída encontrada pelos pregoeiros de frases de efeito são: "Você não tem fé em Deus". Com a continuidade da situação, vem a saída mais espetacular dos pregoeiros: "Você está passando por essa situação toda, por que você está em pecado!" Os amigos de Jó, foram por essa linha de raciocínio.
Os pregoeiros de fraseologias de efeito, sempre demonstram uma fé que não transporta montanha. A fé deles, dissolve literalmente as montanhas. Alias, Nosso Senhor não ensinou que a Fé remove montanhas, mas sim, que se tivermos um pouquinho de fé, poderíamos ordenar a monte que se fosse feito assim, e seria feito. Mas não que a fé remove montanhas.
O que realmente o Senhor Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina, na sua palavra, sobre tudo isto?
Primeiro, aprendemos que ele é um Deus presente, e que trabalha por aqueles que esperam nEle:
Oh! se fendesses os céus, e descesses, e os montes se escoassem de diante da tua face,como o fogo abrasador de fundição, fogo que faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, e assim as nações tremessem da tua presença! Quando fazias coisas terríveis, que nunca esperávamos, descias, e os montes se escoavam diante da tua face. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.Isaías 64:1-4
O segredo, é esperar no Senhor.
Mas quantos se desesperam nos momentos de crises, nos momentos das dificuldades? Justamente por causa das fraseologias de auto-ajuda, pelas fraseologias de efeitos para demonstração de fé.
Mas lendo Isaias 43, descobrimos o que o Nosso Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo nos prometeu, e não o que os religiosos vivem prometendo:
Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.Isaías 43:1,2
O Senhor Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, promete não nos livrar das dificuldades, mas que no meio das dificuldades, ele estará presente, ele estará junto. Vemos está realidade no livro de Daniel, capitulo 3 quando o Rei Nabucodonosor lançou Sadraque, Mesaque e Abedenego, na fornalha ardente e em seu acesso de cólera mandou que lhe aquecesse sete vezes mais, o que provocou a morte dos obedientes soldados do Rei. Mas o próprio Nabucodonosor, viu que fora lançado três homens, mas havia na fornalha um quarto homem. Viu também que nenhum fio de cabelo deles havia se queimado, nem suas veste.; Simplesmente o Senhor estava cumprindo Isaias 43. 1,2, estava cumprindo o Salmo 23.4 - Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.Salmos 23:4.
A promessa sempre é? "Tu (O Senhor) Estás comigo", o Senhor Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, sempre, sempre, estará com os seus servos na hora da dificuldade.
Segundo, nós aprendemos também, que não fomos chamados para termos boa vida. Nosso Senhor Jesus Cristo, nos alertou sobre estas coisas:
No discurso do Cenáculo, em João 13, 14, 15, 16, 17, Ele alertou-nos sobre o que aconteceria conosco, por amor ao seu nome . Em João 16:
Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito. E eu não vos disse isto desde o princípio, porque estava convosco. E agora vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis; porquanto vou para o Pai. Então alguns dos seus discípulos disseram uns aos outros: Que é isto que nos diz? Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer dizer isto: Um pouco? Não sabemos o que diz. Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar, e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? Na verdade, na verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já não se lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará. E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra. Disse-vos isto por parábolas; chega, porém, a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai; Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus. Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai. Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que agora falas abertamente, e não dizes parábola alguma. Agora conhecemos que sabes tudo, e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus.
Respondeu-lhes Jesus: Credes agora? Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:1-33
Nosso Senhor nos mostra algumas verdades, das quais eu destaco duas. A primeira: Muitos de nós seremos, ou somos expulsos das sinagogas (igrejas). Isto acontece, é só você discordar de alguma coisa, ou não seguir a cartilha da religiosidade, para você ser imediatamente colocado de lado. Quantos nos expulsam, ou nos matam nas suas vidas, por estão fazendo um serviço para "deus". A segunda é que nosso Senhor nos diz que o mundo sempre será hostil para conosco: "No mundo tereis aflições". Mas ele nos conforta dizendo: "Tende bom animo, Eu venci o mundo"
Nosso Senhor nos prometeu em Mateus 28. 20, que Ele, Ele mesmo estaria conosco todos os dias. Não por um período de dias, mas por todos os dias, até a consumação dos séculos.
A promessa do Senhor sempre foi, e sempre é está conosco, mesmo nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Que Deus é este gente?
Que Ele nos ajude
Eduardo Ferreira da Silva - teólogo, mestre, militar reformado.


terça-feira, 13 de outubro de 2015

O UNIVERSO EM TEU OLHAR - para Ricardo Tozzi


O UNIVERSO EM TEU OLHAR


Atravesso a cidade cheia de hesitação
Ansiosa, temerosa, sonhadora!
Tocar no impossível
Será possível?
O coração batendo forte
Eis que me pego
Tao juvenil
Sentimentos de menina
Assaltando um coração de mulher.
Sou tragada pela força
De um turbilhão de emoções
Passeia pela minha pele
A energia
Do espetáculo.
Dores, ódios, rancores, amores
Sou envolvida e remetida
Ao interior de cada personagem
Sofro, questiono, penso e repenso!
A alma do teatro que habita em mim
Se agita: luz, sons, cheiros, atuações
Esse ser misterioso: o ator
Que sente e não sente e me faz sentir
Todos os sentidos. Me recordo de Le Breton
Frágil ser esse que é si mesmo e outros tantos.
Mas, como menina em busca do sonho
Eu chego
No momento em que transitas entre Orestes a Ricardo
O coração palpita, medo, sonho, emoção.
Então eu encontro
O sonho
E nele os olhos negros
Que me reconhecem, me acolhem
E neles vejo um brilho especial
Há bilhões de estrelas...
Eu sonhadora que sou
Vejo um universo e quanto mais olho
Mais vejo: um universo mora ali.
São bilhões de estrelas brilhando
Por um instante
Por um instante
Esse universo me contempla.
Derretida em sorrisos
Impactada pelo intenso e envolvente
Drama.
Viro menina.
E as meninas amam as estrelas.
Eu pouco ouço, já não existe mais ninguém.
Eu nem sei o que falo
Acho que minha voz traí a emoção!
Eu só vejo o céu brilhante
Que se mora em teu olhar.
E lá vou eu a me perguntar:
O que esconde esse universo?
Que vontade de explorar!
Ah se pudesse neles mergulhar....
Mas, cheguei ao impossível
Que se tornou possível.
Mergulhar neles já é impossível demais
Mas, me lembro de Quintana:
“DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!”
Então assim é: inatingível mergulhar
Nesse misterioso cosmos do teu olhar
Mas, aqui em meus sonhos
Nos meus escritos
Posso querer...e até mesmo poder
Afinal as distantes estrelas
Estiveram por um instante
Tão perto, tão perto
Que até mesmo pude
Alcançá-las
Com minhas trementes
E encantadas mãos.

Cândida Maria

sábado, 10 de outubro de 2015

ESTADO DE DIREITOS....


Vamos lá, como os textos ficariam muito grandes, vamos fazer nossa reflexão por parte. Ciência Politica não é meu forte, o Paulo Maia,Leonardo ZumpichiattiLeonardo Oliveira, podem até me corrigir por serem melhor conhecedores do assunto.
O Estado é um ente a quem demos poderes para regular a nossa vida em sociedade. Para tal ele se constitui de três poderes,que devem ser distintos, independentes, eu particularmente acho que isso não existe, os poderes devem ser interdependentes, que são Legislativo, Judiciários e Executivo. O legislativo deve criar as leis que regulam a vida social, o judiciários deve velar para que elas se cumpram, o Executivo deve faze-las concretas, além de administrar a nação para o bem comum.
O Estado deve ser laico, ou seja, não pode existir como aconteceu na Idade Média a interferência de um grupo religioso, pois, o Estado não deve estar a serviço de um grupo religioso, mas, garantir, EXATAMENTE por ser laico a liberdade de todos no que se refere a fé.
Bem, no papel, assim bem simplesinho foi o que eu aprendi. Existe o Estado ditatorial, centralizado e sem liberdades civis. Existe o Estado democrático liberal em que em tese existe democracia, liberdades civis, mas, é um Estado que por ter uma linha ideológica liberal ele atende mais aos interesses do Mercado.
Existe o Estado democrático de direitos, onde por ter uma linha ideológica de garantia de direitos, principalmente os sociais, o Estado busca através de ações do Executivo, legislativo e judiciário garantir os direitos do cidadão, principalmente da parcela que se encontra em situação de vulnerabilidade.
Assim, o Estado entende que é responsável em garantir os direitos sociais, civis e políticos (cidadania), para aqueles que por vários motivos estão excluídos dela.
Em toda sociedade temos historicamente grupos vulneráveis, excluídos e minorias: mulheres, crianças, pobres, negros, idosos, PCDs, homossexuais entre outros.
Desde a década de 80 com o processo de democratização do país vários movimentos sociais em defesa de direitos se mobilizaram para na nova constituição garantir os direitos dos grupos que representavam. O fruto disso é o ECA, o SUS, o SUAS, o Estatuto da Igualdade Racial, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a lei Maria da Penha, a recente lei do femicídio.
Outras lutas ainda continuam sendo travadas, apesar do Executivo já ter sinalizado através de programas e projetos a sensibilidade quanto ao tema: as reivindicações da comunidade LGBTT, a descriminalização das drogas, a opção pela ação terapêutica de redução de danos. O próprio judiciário já sinalizou pela descriminalização do porte de maconha para uso recreativo.
Por estarmos, em tese, num estado democrático, as leis precisam ser votadas nas casas legislativas, temas como os da PL 122, a descriminalização da maconha, precisam passar pelo debate nas casas legislativas.
Vejam, esses são debates para o bom funcionamento social, para o ordenamento da convivência social. E garantia de que conforme preconiza a Carta Universal de Direitos Humanos e a própria CF 1988, todos somos iguais perante a lei.
Portanto, não há que haver diferença entre cidadãos por credo, cor, gênero, etnia, orientação sexual. O direito e o dever devem ser igual para todos.
Assim, casar, adotar, não sofrer discriminação no mercado de trabalho, na rua, não sofrer agressão, não ser assassinado, não sofrer constrangimento em serviços públicos ou privados por sua orientação sexual é um direito social e civil que tem sido negado a um parcela da população.
Como todo movimento existe extremos, há grupos extremados entre os LGBTT e ideias das quais não compartilho como a teoria Queer. Mas, discordar disso, não me dá o direito de não compreender, entender, lutar e garantir que essa parcela da população tenha seus direitos respeitados como qualquer cidadão sem questionamento devido a sua orientação sexual.
O Estado não pode fazer distinção entre seus cidadãos. No dia em que o fizer tornou-se um Estado de exceção.
Quando o judiciário garantiu o aborto dos fetos anacéfalos eu era professora do Projovem trabalhador, debatemos sobre isso, muitos dos meus alunos eram evangélicos. Uma delas me disse então: "Mas, eu não abortaria meu filho, eu o teria e deixaria seguir o curso normal até ele morrer". "Tudo bem, eu repliquei, mas, eu por exemplo, mesmo sendo evangélica não sei teria condições emocionais de enfrentar isso....então gostaria de poder escolher entre ter ou não ter o bebe. É isso que devemos entender: o Estado deve garantir o direito de escolha conforme a consciência de cada mulher e não impor, por uma determinação religiosa (no caso a nossa) uma mulher arcar com uma gestação sofrida como esta".
Ela compreendeu por fim o que eu estava lhe dizendo.
Eu discordar da homossexualidade por questões religiosas não me dá direito de negar os direitos civis e sociais a eles. É uma contradição com o Evangelho!
Antes de qualquer pensador social foi o Evangelho que nos igualou como homens e mulheres diante do criador. Ler os Evangelhos é ver Jesus a todo momento mostrando em sua atitude para com aqueles que estavam ao seu redor que não havia distinção entre: criança, velho, doente, mulher, o povão, o rico, o romano, o estrangeiro...a todos os que o buscavam Ele se deixava achar.
A grande revolução do Evangelho no mundo romano, um mundo extremamente estratificado é que na comunidade de fé todos eram irmãos: o senhor, o escravo, o liberto, a mulher, o gladiador, o dono de terras, o senador romano...todo mundo era igual, isso foi ruindo os alicerces de uma sociedade ditatorial, estratificada, por lei e por religião.
Mas, essa parte eu vou contar numa outra parte. Por agora é bom a gente entender o que é o Estado e os direitos e deveres que DEVEM SER PARA TODOS SEM EXCLUSÃO DE NENHUM TIPO.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"Cem na curva"


Se o teu coração bate a mais de cem na curva,

O meu coração chama o teu, no sol ou na noite escura.
Sonhos que envolvem anseios, volúpias e sedução.
Envolvem a minha alma, no âmago mais profundo do coração.

Os caminhos que eu não vinha se explicam o porquê
No azimute da minha bússola não encontrar você.
Não sabia que você me procurava, em sua carta de orientação,
Mas nós depois de anos nos encontramos, com carinho e mútua admiração.

As palavras envolvem e há sinergia.
És tu, morena viva, esplendor e expressão da minha poesia.
Ainda materializarei os meus poemas em beijos e abraços,
Desejos, toques e profundos abraços.

Em meio aos percalços e espinhos,
Enfim... ainda que em versos, te encontrei no caminho.
Falta enfim... a materialização do que há de mais vivo,
Insigne, especial, inédito e lindo.

ULTIMO POEMA DO DESAFIO.....


Ah se pudesse!!!!
Ah seu pudesse meu doce menino
Satisfazer os teus sonhos juvenis
Que te embalam e te fazes em chamas arder
Quanto tempo é assim calados que vives,
Venha me dizer!
Calo diante dos teus poemas
Muda, confusa, vaidosa
De repente me torno uma musa.
A surpresa me deixa sem entender
De onde tanto desejo foi nascer?
Sem eu nunca saber....
Mas, os anos passam e juventude é flor que passa
É o papel da musa, para continuar musa
A distante mudez
A inalcançável sonhada, sempre e sempre sonhada
A nunca tocada....
Porque se tocada o encanto é desfeito
E se vê apenas a sombra do que foi
E que não corresponde ao sonho,
Mas é apenas pálida visão do desejo
E a realidade é cruel.
Por isso doce menino
Calada fico, minha mudez, distante como sonho
É meu preço de ser musa
E o preço para que sejas poeta!
Cândida Maria/2015


 "Chama viva"

O poeta mantem este sonho,

Longe dos sonhos pueris de outrora.
Entre eu e você há uma longa história
Que não será desfeita... a fé eu deposito e ponho.

Tu não és o meu desejo fugaz.
Tu não perderás o teu brilho jamais.
A chama do desejo continua firme e viva,
Refletindo sempre nos meus versos, em toda a sua escrita.

O menino virou homem e... ao mesmo tempo, poeta.
Tu és a minha musa... viva e esteta.
Mais do que meros mares de desejo e de mera sedução,
Você pulsa minha vida e o meu coração.

O meu desejo não será desfeito,
Mesmo quando contigo saciarmos nossos desejos.
És tu, meu sonho real;
Meu abrigo vivo e ideal.

E jamais serás distante,
Pois o meu sonho é contínuo e seguirá avante.
Perca o seu medo e a sua timidez...
Venha estar ao meu lado, nem que seja uma vez.

E dos anseios, deixa que o tempo diga para si.
Eu, em meus versos digo: minha delícia: venha para mim!

MATE A SUA MORTE E ESCOLHA A VIDA!


"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência." Deuteronomios 30.19
Tudo na vida são escolhas. Amanhã você acordará e escolherá a roupa que vai usar, se toma café com leite, ou somente café. Que brinco usar, que maquiagem fazer. Durante o dia terá escolhas a fazer em seu trabalho seja ele doméstico ou fora de casa. Escolhas corriqueiras. Mas, sempre escolhas.
Por vezes temos escolhas dificeis a fazer. Escolhas como diz a Palavra de Deus de benção ou maldição, de vida ou de morte. São as escolhas vitais.
Deus é um libertário, longe do Deus carrasco pregado pelos fundamentalistas. Porque Ele permite a escolha. Estimula que você escolha o melhor, mas, não interfere na sua escolha.
Há meses atrás eu tive um momento de escolha, naquele momento pareceu maravilhoso, excitante e feliz. Mas, eu fiz a escolha errada e como sempre a consequencia da escolha errada e a frustração, a decepção, o sofrimento e a tristeza. Eu tenho que arcar conscientemente com o ônus da minha escolha.
E um deles é fazer novamente uma escolha: eu continuo sofrendo alimentando o que está me matando ou eu mato de uma vez o que está me fazendo sofrer. É escolher a vida ou a morte. E, eu escolhi a vida, mesmo que seja nesse momento arrancar com raiz e tudo o que está em meu coração. É sofrido, doloroso, amargurante, mas, é como ver seu membro grangrenar, se o médico não amputar, você certamente morrerá de infecção generalizada. E você precisa escolher a vida.
Escolher a dignidade, o auto respeito, a auto estima, o orgulho próprio, o dominio de sua vida e não se deixar levar pela correnteza das contradições da alma. Principalmente não deixar-se humilhar e não se humilhar, nada no mundo deve valer esse preço em sua vida. Existe uma diferença em ser humilde, em humilhar-se diante de Deus, outra é humilhar-se e deixar se humilhar naquilo que é mais valoroso na sua vida: seus afetos, sua pessoa, seu ser...nada vale isso..nada...nada.
Você pode escolher se atormentar ou permitir que alguém lhe atormente, humilhe, desfaça de você, de seus sentimentos, te ironize, te ignore, te infernize...ou pode escolher tomar a sua vida em suas mãos e dar um basta.
Escolher a vida é escolher a liberdade, a verdade, o respeito, o afeto verdadeiro, a amizade leal, a dignidade, o amor proprio, aquilo que vale a pena, o que vale o invetimento de sua vida e energia. São suas pérolas, não jogue aos porcos, Jesus ensina. Não se permita isso NUNCA!
Eu sei o que vai na minha vida. E hoje fiz uma escolha pela vida. Não sei o que vai na sua, mas, seja o que for você tem uma escolha. A Palavra de Deus lhe propõe: Escolhe a vida para que vivas.
Eu lhe incentivo: escolhe a vida e nela a Paz, a dignidade, o amor proprio, a verdade, a lealdade...Escolha a vida e se aparte da morte. Daquilo que lhe esta fazendo mal, daquilo que está lhe enfraquecendo, amargurando, drenando sua energia. Se preciso for amputar essa grangrena: faça-o! Corte, lançe fora, jogue no lixo, arranque de você aquilo que impede de viver e te faz sofrer.
E escolhendo a vida, mesmo, que precise de decisões drasticas. Saiba que ao escolhe-la, a benção é sua consequencia. Então escolha a vida. Receba sua benção. E se forteleça em Deus.

SEM NOME


Sem nome....é a confusão de sentimentos
Sentimos e não podemos nominar
Porque sentimentos nominados
parecem deixar ser sentimentos.

Do espelho que refletia
para onde se queria
costurar e dissolver
agora estão as feridas.

E não há como nominar
só existe o sentir
um sentir da ferida que dói
um sentir de coisa a se desfazer.

Há um gosto amargo na boca
Um punhal cortando o peito
O sufocamento das lágrimas
Uma morte acontecendo...
é o sentimento.

Não há nome a nomina-lo
Há um silencio
Um silencio na alma
Que de tão profundo
chega a ser assustador.

Há um cansaço infinito
Uma decepção paralisante
e reconheço agora
há nome para esse sentimento: é o afeto, os laços, morrendo...

Morrendo lentamente
Desfazendo-se
ruindo
sendo levados para longe
como a areia....

E meu luto, não é de lutar
mas luto
de quem entrega à morte
o inevitável.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

SOMENTE PARA OS FRACOS...


"Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". João 3:3
O mais inquietante do Evangelho, o mais instigante do Evangelho é que nele nada é para amanhã, tudo é agora! A salvação é agora, a eternidade é agora, o novo nascimento é agora!
Somos gerados nas entranhas de Deus, somos retirados de densas trevas e mergulhados em sua Maravilhosa Luz. Mais do que isso: somos retirados das trevas de nossa carnalidade, da nossa separação e rebeldia e mergulhados, unificados em Deus.
Nascer novamente em Cristo é um milagre. É o mais estraordinário milagre da vida, do mundo, na vida de um ser humano.
Por isso evangelho é transformação. Evangelho que não transforma, evangelho que não desafia a uma nova vida, a uma vida contra a cultura, contra a sociedade, contra os valores que animam esse século, evangelho que se "conforma" com esse mundo, seus valores, seus padrões, seus ideais, não é o evangelho.
O Evangelho do Reino é boa nova, é Deus se reconciliando com todos através de Cristo. Evangelho do Reino é nova vida porque Cristo passa a viver em nós e vivendo em nós passamos desejar o que Deus deseja, passamos a ansiar fazer e ter a Vontade de Deus em nós.
Evangelho do Reino é um novo padrão, ele é contra cultura, ele é nadar contra a corrente, é o caminho inverso do caminho feito por todos.
Evangelho do Reino é acolhimento, perdão, amor, mutualidade, é família reunida ao redor da mesa do Pai.
Evangelho do Reino é o desafio de viver uma vida nos padrões de Deus, a abandonar o velho homem, a despir-se de suas antigas roupagens, ideias, crenças, atitudes, hábitos, para dar vida ao nosso verdadeiro ser.
Isso mesmo. Porque tudo o que você pensa ser, quer ser, é apenas uma imaginação alegórica de sua mente. É algo que sua família disse que você é, que a sociedade diz que você é, que você pensa que é, uma fantasia carnavalesca que parece com você, mas, não é você. O que você é está oculto em Cristo e se manifesta conforme o Reino se expande, se aprofunda, como um poço que vai até as entranhas do ser e faz jorrar água viva de dentro de nós.
Por isso não acredito no Evangelho sem transformação. De homens e mulheres que continuam do mesmo jeito, que amam aquilo que Deus não ama, que vivem conforme a corrente, que não perdoam, que não acolhem, que não pacificam e trazem a guerra. Que dividem famílias, amigos, que ambicionam, que destroem ao invés de constuir, que ao passarem não transformam o deserto em manancial, mas, pelo contrario secam o manancial da vida e desertificam tudo ao seu redor.
Evangelho do Reino não é religião. Quando Cristo veio buscar e salvar o que havia se perdido, a maioria das religiões existentes hoje existiam e Ele simplesmente lançou o desafio: Eu sou o caminho ninguém vem ao Pai a não ser por mim. Eu e o Pai somos um. Evangelho do Reino é relacionamento, é fé, não em coisas, mas, numa Pessoa. Evangelho do Reino é contradição. É adoração em espirito e em verdade.
Evangelho do Reino é para os quebrados, os enxotados, os pecadores, os fracos, os que se reconhecem sem salvação, os que se sabem perdidos, aos partidos, aos doentes, aos que nada possuem, os que nada tem.
Evangelho do Reino é para os fracos. O Evangelho do Reino é para aqueles que fadigados encontram descanso, amparo e vida, à sombra de uma Cruz.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O mundo agoniza - 13/09/2015


Ricardo Gondim
A televisão gasta longos minutos na conquista do título mundial de Fórmula I. Estatísticos se debruçam sobre as chances dos candidatos a presidente dos Estados Unidos. As bolsas sobem e descem. O mercado vira jogatina. O capitalismo neoliberal se assume como cassino.
Ao mesmo tempo, milhões – literalmente centenas de milhões – , agonizam mundo a fora. A lista dos países em conflito ou no abismo da banca rota, esfrangalhados, chega a ser longa demais. Enfada citá-los todos. Síria, Darfur, Iraque, Congo, Líbia e Afeganistão encabeçam.  Famílias inteiras se jogam no mar, andam léguas e léguas, fogem da carnificina. Mas, sem terem para onde ir, escapam para morrer afogados numa travessia suicida. Convivemos com uma catástrofe bíblica, épica. Mais uma nódoa na novíssima, e já triste, história do século XXI.
Não é possível continuar assim. O mundo se desequilibra. Segue penso. A beira do abismo desmorona, arrastando milhares ao buraco. Só não é possível entender a atitude cínica dos países ricos. Em meio a tanto desdém, diante da morte estúpida e desnecessária de milhões, como querer curar gangrena com band-aid?
Por que os ingleses não tomam a iniciativa e fazem alguma coisa? Eles foram os maiores responsáveis pelo retalhamento político do Oriente Médio e da África. Por que os Estados Unidos não pressionam as Nações Unidas?  Eles não titubearam quando acharam necessário invadir o Iraque. Por que a França, que rapinou sem escrúpulos suas colônias, não convoca uma força tarefa para acabar com a mortandade de inocentes?
Eu não consigo mais assistir mesa redonda, que discute lance polêmico de campeonato de futebol. Não tolero ler frase infantil e infantilizante que se pretende “espiritual”. De repente o rosto de milhares de meninos e meninas parece me encarar desde as ruas bombardeadas em Homs. Não apago o desespero de quem perambula só com a roupa do corpo por estradas bem pavimentadas da Escandinávia. Algo tem que ser feito. Não sei como, o quê… Alguma luz precisa brilhar em nosso horizonte, turvo com as lágrimas de inocentes. Em minha impotência, me sinto desafiado, fustigado. Mas, o que fazer?
Resolvi gritar. Decidi inquietar os que me leem. Não posso calar quando o mar pede socorro. Não saberia brincar com amenidades se meu coração bate descompassado. Quero a poesia mais dolorida que houver, a melodia mais pungente que o violino pode tocar, o ritmo mais cadenciado que o sino dobra. Em meio a tanto sofrimento, que eu não me assente na roda de quem escarnece da sorte de meus irmãos. Eles não pediram para nascer no meio do inferno.
Quero acabar com a indústria bélica. Sonho com uma sociedade sem ódio religioso. Cogito um mundo sem a lógica neoliberal, que privilegia o capital e a competência. Não posso. Sou apenas um cisco no celeiro dos grandes. Resta-me oferecer o ombro às comunidades islâmicas que abrigam os refugiados que chegam a São Paulo. Faço o que posso: junto donativos – prato, toalha, cobertor, roupa, sapato. Quem chega com a roupa do corpo possa, pelo menos, tomar banho. Mobilizo algumas pessoas rumo à compaixão. Me assumo como evangelista dos bons gestos.  E ainda procuro decorar Castro Alves:
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura… se é verdade
Tanto horror perante os céus?!

Soli Deo Gloria

http://linkis.com/ricardogondim.com.br/qCDQO